Olá amados!! Um prazer ter você, leitor, no nosso blog. Espero que apesar de minha limitação cognitiva, consiga manter o nível das postagens anteriores, que Deus te abençoe com esta leitura!!
João 8.1-12 – QUAL SEU RELACIONAMENTO COM O PECADO?
A mulher adúltera. Todos nós conhecemos essa história, e todos nós já ouvimos falar sobre a brilhante resposta de Jesus, ou sobre o perdão que alcançou a mulher, ou outras abordagens, mas hj nós vamos falar sobre o que nos ensina a atitude dos escribas e fariseus neste episódio.
O texto nos traz muitas lições, fala sobre amor, misericórdia, compaixão, perdão, injustiça, egoísmo, interesse, religiosidade, hipocrisia, mas o cerne deste texto é o PECADO. E é interessante demais a maneira com que as pessoas envolvidas se relacionam com ele, inclusive, a maneira com que nos relacionamos com o pecado é quem define absolutamente tudo na nossa vida espiritual.
Então, nós vemos o seguinte quadro: Jesus ia ensinar o povo sobre a vontade e a palavra de Deus, mas foram interrompidos por aqueles que deveriam zelar e instruir o povo na palavra, Deus ensinando o povo sobre sua vontade e os “especialistas” na vontade de Deus o interrompem para falar sobre o pecado alheio.
Vê-se claramente que o interesse dos fariseus e dos escribas não era com o cumprimento da Lei ou com a santidade de Deus (porque o pecado ofende a santidade de Deus), tampouco pela mulher ou moralidade, o objetivo era de apenas desmoralizar Jesus(3-6). Vemos claramente que os fariseus se usaram do pecado da mulher para atingir Jesus, eles se tornaram “senhores do pecado alheio”.
Infelizmente nós vemos na postura dos fariseus a postura de muitos cristãos que se consideram “senhores do pecado alheio”, pessoas que se dizem salvos e remidos por Jesus, mas cujas bocas só saem palavras de condenação, juízo e desprezo pelo próximo, pessoas que fazem uso dos erros dos outros para se promoverem, para promoverem seus interesses e não amam o próximo. O Ap. João nos ensina em 1 Jo 4.20 que “aquele que diz amar a Deus e não ama seu irmão é mentiroso...”
Geralmente a postura de quem apenas condena o outro é a postura de quem não conhece o amor de Jesus, pois o amor de Jesus nos faz enxergar nossa miséria e quando eu enxergo minha miséria, é impossível eu não ter misericórdia do próximo (Rm 3.23), devemos sempre exercer juízo, desde que ele sempre seja precedido de misericórdia.
Continuando o texto, nós vemos que os fariseus e escribas também eram “acostumados ao pecado”, se observarmos, veremos que Jesus não responde a pergunta deles a princípio, mas só responde depois deles encherem sua paciência, e responde de maneira ESPETACULAR: “se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra”.
O pecado era comum, era uma obsessão, para a manutenção do status dos “mestres da lei”, eles manipulavam o conceito de pecado para manter o povo sob o seu jugo doutrinário( acréscimos à lei de Moisés).
E o paralelo que podemos fazer é de uma geração que deturpa o conceito de pecado ao seu bel prazer, que relativiza o conceito de pecado, que acha que sempre pode discutir o que é ou não pecado de acordo com sua compreensão ou a compreensão dos outros( resta claro isso, no fato deles não punirem o homem à luz de Dt. 22.23,24).
Então porque “eu não vejo nada demais” ou porque “todo mundo faz”, eu sou desonesto nos meus negócios, eu sou promíscuo nos meus relacionamentos, eu ao invés de servir a igreja de Cristo eu me uso dela para ser servido, sempre vemos o pecado nos outros, mas dificilmente vemos em nós por que estamos acostumados a ele, ele já faz parte de nossas vidas.
Talvez essa letargia, essa indiferença diante do pecado seja porque não compreendemos o perigo que ele representa para nossa vida. Deus é um Deus justo e que precisa punir o pecado, nós não somos punidos pelo pecado porque o próprio Deus se interpôs entre nós(Jesus) e recebeu em si mesmo a punição pelos nossos atos, e por isso nós temos um relacionamento com Deus, não porque Deus simplesmente “se esqueceu” dos nossos pecados, mas porque Ele já os puniu em Cristo Jesus e por isso, ele pode lança-los ao mar do esquecimento.
Mas nós achamos que por que Deus é amor, ele não pode odiar, perdemos o temor do Senhor e nos esquecemos do que ele diz em Is 61.8( “...porque amo a Justiça e odeio a iniquidade...”) amor e ódio são compatíveis (quem ama bebês, odeia o aborto, quem ama a verdade, odeia a mentira...), então se eu amo a Deus eu não posso ser indiferente a algo que Ele odeia e que constantemente eu permito que continue dominando minha vida, porque com meus lábios eu estarei dizendo uma coisa e com minha prática fazendo outra, Rm 1.17-18 diz que “no evangelho é revelada a justiça de Deus e a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens”.
Amados, não podemos servir a dois senhores, ou servimos a Deus ou a Mamon, as riquezas, as vaidades, as vontades... ao pecado.
Finalmente, também aprendemos com a reação da mulher após o fato e o relacionamento dela com o pecado é totalmente transformado( v.9-11), só podemos ser transformados quando nos encontramos com Jesus. O encontro, o toque, a presença de Jesus em nossa vida, exige uma mudança do nosso relacionamento com o pecado, ou nós abandonamos a vida de pecado e encontramos o perdão de Jesus, ou nós abandonamos Jesus e continuamos com nosso pecado, os escribas e fariseus foram confrontados com o pecado, enxergaram em si seus pecados, mas preferiram ir pra casa com eles, a mulher encontrou-se com Jesus e deixou seus pecados aos pés do mestre, o único relacionamento que devemos ter com o pecado é “abandoná-los aos pés de Jesus”.
Por fim amados, quem abandona seus pecados aos pés de Jesus, segue Jesus e leva Jesus consigo aonde quer que vá, e aí nós temos em nós, o cumprimento da promessa que o mestre nos faz no V. 12, se seguirmos Jesus, teremos sua luz brilhando em nós e nunca, nunca mais andaremos em trevas. Talvez você esteja andando nas trevas do pecado há bastante tempo, lidando com o pecado de maneira errada, mas hoje Jesus nos traz uma oportunidade de voltarmos diferentes para nossas casas, deixando nossos pecados aos pés daquele que pode de fato vencê-los, o Senhor Jesus.
Que Cristo nos abençoe e nos dê sua maravilhosa Paz!
Sem. André Oliveira

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