quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Era uma vez...

"Guarda-me como a menina do olho,Esconde-me debaixo a sobra das suas asas"
Salmo 17.8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas

Salmos 17:8"
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:8
Guarda-me como à menina do olho; esconde-me debaixo da sombra das tuas asas,

Salmos 17:

Era uma vez e assim começa a história...
Quantos de nós não já ouvimos essa frase?
Hoje como professor tive uma experiência interessante em sala de aula,ao distribuir para crianças do 2° ano do ensino fundamental ,crianças de 8-9 anos,uma folha ofício apenas com a frase ERA UMA VEZ...e a partir dali elas fizessem um desenho e contassem uma história,a psicologia diz que desenhar é representar-se ou projetar-se no papel através dos desenhos das crianças, pode-se observar detalhes que para uma pessoa adulta pode passar despercebido. O desenho pode ser, na infância, um canal de comunicação entre a criança e seu mundo exterior. A primeira porta que a criança abre o seu interior.
Ao termino me deparei com um grande numero de meninas cerca de 80 a 90% desenharam PRINCESAS (foto ao acima),o que me chamou muito a atenção e me deixou feliz me fez entender que mesmo em meio ao mundo secularizado que vivemos,com influencias negativas de todos os lados,a sexualidade invadindo o mundo infantil,daquelas que o Senhor Jesus disse que teríamos que receber o reino dos céus como elas (Lucas 18.17),elas ainda se vêem como  PRINCESAS,como meninas dos olhos de um Rei,exatamente como Deus vê cada uma delas,não somente elas mas nós,como príncipes e princesas filhas(os) de um Rei não somente em uma forma de herdeiros de riquezas,como algumas igrejas tem colocado erroneamente,mas herdeiros de uma  vida abundante e eterna como diz Paulo: E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.(Romanos 8.17).
Infelizmente muitas igrejas,pais tem deixado o mundo influenciar os pequeninos do Senhor Jesus,tem deixado o trabalho com as crianças em segundo plano,crianças que não são somente  o futuro mas também o presente e que podem influênciar essa geração ,a criança tem um papel importante no Reino de Deus,podemos ver isso em toda a bíblia,Deus chama Samuel ainda criança,podemos vê-lo servindo ao Senhor ainda pequeno ( E o menino Samuel continuava a crescer, sendo cada vez mais estimado pelo Senhor e pelo povo.I Samuel 2.26.), No novo testamento uma criança é usada: (Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos? então Jesus pegou os pães deu graças e repartiu entre a multidão.João 6.9.11).
Entretanto, Samuel, ainda criança, servia diante do Senhor, trajando um efod de linho.

1 Samuel 2:18v
Entretanto, Samuel, ainda criança, servia diante do Senhor, trajando um efod de linho.

1 Samuel 2:18
Entretanto, Samuel, ainda criança, servia diante do Senhor, trajando um efod de linho.

1 Samuel 2:18
Isso é o evangelho puro e simples testemunhar para nossas crianças faze-las entender que a história é real,que UMA VEZ um Rei as formou,faze-las saber que realmente existe um Rei e que elas são de verdade PRINCESAS !

Sem Leonardo Claudino



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

MINHA RELIGIÃO NÃO PERMITE

"Minha religião não permite" é uma expressão que não combina muito com o cristianismo. É comum e talvez soe perfeitamente bem a um expectador do evangelho ou a alguém que tenha passado perto mas não o suficiente.
Pra mim, no entanto, soa como uma lista de inúmeros itens que levam o ser humano ao Paraíso pelos seus próprios esforços. É sim provável que isso faça todo sentido pra alguém. 
Normal... O homem sempre teve a pretensão de habitar junto com Deus pela suas boas-obras motivadas por um coração sujo e motivações egoístas.
Acontece que no cristianismo a coisa não funciona bem assim. Até porque não importa o que eu faça, nunca serei bom o suficiente para merecer sequer um minuto na casa do Deus Santíssimo. Seus padrões são altos como a Muralha da China; eu escalaria alguns passos com as minhas boas-obras, me esforçaria e estaria exausta antes mesmo de ter alcançado 1%. A não ser pela fé, é impossível a agradar a Deus. A própria religião, no sentido dos rituais vazios de rendição a Deus, é inútil.
A linha de raciocínio aqui não envolve rituais, nem recompensas; envolve relacionamento. Deixa eu te explica melhor: Não é que que eu, enquanto cristã, faça ou deixe de fazer algo porque "pode ou não pode". É que eu sei que não sou tão boa, nem tão feliz sozinha quanto sou quando estou perto de Deus, sabe?
Não sou tão capaz, as coisas não fazem tanto sentido quando Ele está longe. Se é assim, por que eu deveria fazer algo de que ele não goste? 
Vamos lá, você é uma pessoa inteligente. Se você reconhece que tem pais incríveis, ou um bom chefe.. sei lá, de repente você "tirou a sorte grande" de ter um marido ou mulher que te ame incondicionalmente. 
Você escolheria fazer algo que os decepcionassem, que os agredissem? Algo que ou os envergonhassem? Duvido! Não conscientemente. Não sem se arrepender.
É assim que funciona com Deus. Eu não mereço (nem um pouco), mas Deus escolheu me amar. É como um cara da Zona Sul que se apaixona por uma menina da Baixada - O tipo de amor que não se quer perder.
É isso. Você não faz isso ou aquilo porque, depois de pesar na balança, em útima instância, não quer. Não vale a pena.
É como concluiu uma adolescente com quem eu conversava sobre isso. Entre a ideia da religião que não permite e do coração que quer agradar a Deus mesmo que isso tenha um preço, ela me perguntou: Tu é gamadinha em Deus, né? 
A pergunta me pegou de surpresa e eu achei tão engraçado que acho que nem respondi. Mas com essa pergunta ela resumiu tudo: Nós amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro.. E aquele que tem os mandamentos de Deus e os guarda, esse é o que o ama. "E se alguém me amar - disse Jesus - será amado do meu Pai, eu também o amarei e me manifestarei a Ele." (JO 14:21)  



Ps. Se agradar a Deus tem sido um peso pra você, talvez você precise buscar conhecer mais a Deus... assim você vai amá-lo mais e vai desfrutar a famosa liberdade que a verdade traz. 
Mas, é claro que todo amor requer uma boa dose de renúncia. Não desista. Não é fácil pra ninguém. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PAZ


Andar de avião provoca um sentimento de tensão na maioria das pessoas - Isso pra não dizer pânico mesmo! Perder completamente o controle sobre si mesmo a quilômetros de distância do solo realmente não é tranquilizador. Algumas pessoas (como eu) repetem para si mesmos alguns argumentos que funcionam, pelo menos até a primeira turbulência. "Os pilotos dos aviões são os profissionais mais bem selecionados do mercado... provavelmente, trabalham um número mais limitado de horas do que qualquer cirurgião ou químico industrial. Tá tudo sob controle. Os caras são bons." Se isso não funciona, eu me lembro da pergunta: "Por acaso conhece alguém, ou sabe de alguém da sua cidade que nos últimos 10 anos tenha morrido num acidente aéreo? Não! ... Aviões decolam e pousam o tempo todo e nunca acontece nada. Não vai ser justo na minha vez!" Mas, e se for justo na minha vez? Aí está a pergunta que refuta todos os argumentos anteriores, exigindo algo mais.

Para esses momentos carrego Filipenses 4:7 "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus." PAZ! - um dos meus sentimentos favoritos. Não me refiro à paz como à ausência de guerras entre nações ou às confusões dos finais de festa; mas falo da harmonia e da calma as quais o Aurélio se refere. Claro que não na superficialidade dessas palavras em situações comuns, mas como na amplitude de um lago cujas águas parecem inertes... Pelo menos, essa é a imagem que me vem à mente quando falo de paz. Mas fique livre... Imagine como quiser; até porque sempre será uma descrição insuficiente, já que se trata da paz que excede todo o entendimento; de uma paz que o mundo não pode dar... Paz que pode ser sentida até mesmo em meio às turbulências, aos pousos e decolagens não somente de um avião, mas da vida.

A questão é que essa paz só pode ser sentida por quem se entrega à vontade de Deus, quem descansa nos seus braços e diz sinceramente: "Seja feita a Tua vontade". É a paz que se sente quando se diz: se eu viver viverei para Deus; se eu morrer viverei com Deus. É tratar com tranquilidade até mesmo a morte, a pior das hipóteses, em que se humanamente tudo der errado, ainda assim estaremos no céu, em casa, com o Pai.

Somente quem já entregou sua vida a Cristo a ponto de dizer sem medo "para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro" ganha de brinde essa paz. É um serviço disponível gratuitamente já no portão de embarque para todo aquele que crê em Deus. Se este é o seu caso, ajuste sua poltrona para trás, relaxe os ombros, abra a janela e desfrute a paisagem, que costuma ser deslumbrante e ao mesmo tempo ignorada em função do medo. Aproveite a viagem porque isso é paz. Aproveite sua vida e descanse inabalável porque, se ela pertence a Deus, Ele faz com ela o que bem entender. E isso é paz que excede todo entendimento.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sofrimento pedagógico



Há alguns dias fiquei sabendo que um amigo muito jovem está seriamente doente. E o pior é que ele não é o primeiro entre nós. Existem outros parceiros de ministério, servos de Deus, do tipo "pau pra toda obra" que tiveram que negar algumas empreitadas por enquanto por estarem trincados. Quando recebi a notícia, pensei: Isso não é justo! Tanta gente medíocre e improdutiva no mundo, por que freiar justamente alguém tão fiel e apaixonado pelo reino? Repirei fundo. Uma pausa pra digerir a situação e me lembro: "Quem guiou o Espírito do Senhor ou como seu conselheiro o ensinou?" ¹ Deus realmente está no controle, e eu aqui questionando o Soberano?! Quanta prepotência da minha parte! Foi um lapso...

Mas, tenho certeza que não sou a única a pensar assim. Muito antes de mim, Asafe externou no Salmo 73 sua incompreensão, pois "os ímpios não sofrem dores, nem são afligidos como os demais homens", blasfemam contra Deus e ainda "transborda as fantasias do seu coração". Indo mais longe do que meus pensamentos, ele chega a pensar que parece estar seguindo os preceitos de Deus em vão. Que absurdo! - pensariam os legalistas. Mas foi o salmista quem disse. Antes de repreendê-lo, prossegui a leitura e concordei com sua conclusão: "Quando me esforçava para entender isto, achei que era tafera díficil demais pra mim, até que entrei no santuário de Deus..."²

Entender a forma de Deus agir realmente é uma tarefa difícil demais pra seres humanos como nós. É por isso que entrar no santuário do Altíssimo e colocar diante dele nossas questões faz toda a diferença - não necessariamente Ele as responde, mas isso não deixa de ser didático. Pensamos que sabemos tudo e, na nossa linha de raciocínio, permitir situações paralisantes a homens e mulheres que vivem para o Reino não faz o menor sentido. Acontece que assim como o salmista, antes de entrar no santuário de Deus, bem como você, eu "nada sabia". Nada sabia sobre a grandeza de Deus e sobre a total dependência do homem. Não sabia que "Deus está mais interessado em moldar nosso caráter do que em nos mimar". Talvez até soubéssemos disso na teoria. Mas no cristianismo, a teoria por si só não é suficiente. Principalmente quando se trata de pessoas referenciais. Pessoas como as que inspiraram essa reflexão, representantes autênticas do Pai Celestial, precisam saber disso na prática. Porque indivíduos convocados para operações especiais recebem treinamentos especiais.

Sob esse ponto de vista, o que acontece de ruim a estes não parece injusto. Ao contrário. Injusto seria não permitir que expandissem seu potencial. Injusto seria não exigir dos melhores alunos, os melhores resultados... Nenhum professor submete alunos medíocres a provas que eles não seriam capazes de ultrapassar. Muito mais Deus, o maior mestre do universo, reconhece em nós o potencial que Ele mesmo nos deu e o explora. Sabe o que isso quer dizer? Em primeiro lugar que Deus sabe exatamente o que está fazendo; e em segundo lugar, "que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito"3.

¹Is 40:13

²Sl 73

3 Rm 8:28

Dedicado a Janaína Magalhães e Leonardo Claudino.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

COMO DIRIGIMOS NOSSAS VIDAS?


Adoro dirigir. Acho prazeroso, lúdico e emocionante. Contudo, odeio duas coisas relacionadas a direção automobilística, o trânsito e as “engenharias de tráfego” de nossas cidades, aliás moro em uma cidade que está constantemente em obras por causa da copa 2014 e Olimpíadas 2016, sem contar os interesses escusos por trás, mas isso é outro papo(rs) e ser carona. E não suporto a ideia de que outra pessoa dirija e eu apenas olhe e não tome as rédeas do veículo.


Mas a questão principal é que nestes meus 9 anos de habilitação( é, to velho) e consequentemente de motorista, aprendi que existem ao menos 3 tipos de nós: Os que “sabem o caminho”, os que “perguntam o caminho” e os que “confiam no GPS”.

Os que sabem o caminho são infalíveis (pelo menos na sua cabeça), ainda que já tenham falhado dezenas de vezes. Não aceitam conselhos, orientações e ainda se insurgem contra o pobre carona que vai sugerir alguma coisa. Este tipo de motorista confia plenamente em si mesmo e na sua capacidade de saber todos os caminhos e como chegar em todos os lugares sem erro(SQN)!

Os que perguntam o caminho ( confesso que é o meu tipo), simplesmente tem uma noção do lugar para onde querem ir e conhecem algumas coisas do caminho, como estradas principais, pontos de referência e coisas do tipo, e se por ventura não conseguirem chegar ao local, perguntam para qualquer um que esteja na rua, que esteja passando, até pra criança jogando futebol(sério, eu já fiz), como se chega no lugar desejado.

E o terceiro tipo é meticuloso, metódico, traça as rotas no GPS e ouve aquela ‘doce voz’(SQN mesmo!!) dizendo: “Vire a direita”, “a 100 metros vire a esquerda” e coisas do tipo. O caminho está planejado, o GPS não pode errar, o Google maps nunca erra, e inclusive nos avisa dos pardais!! É uma confiança absoluta no que foi programado, mas mudanças acontecem nos mapas, áreas novas surgem e quando acontecem mudanças, nós ficamos desesperados, porque não estava previsto no roteiro ouvir aquele “recalculando a rota”, que tanto amamos(risos).

Sabe irmãos, eu estou falando destes três tipos de motorista, neste sofrível texto que vocês estão se esforçando para ler(obrigado mesmo), porque muitas vezes nós conduzimos nossas vidas exatamente assim, como alguém que sabe tudo, ou alguém que confia sua vida nos outros ou alguém que confia sua vida nos planos que já fez sobre si mesmo.

Quando confiamos em nossa capacidade de não errar, ofuscamos nossa impressionante predisposição ao erro e a ilusão de que estamos certos.Somos arrogantes e insubmissos por natureza, é reflexo da natureza decaída de Adão, (Rm 3.23), e por não ouvirmos e aceitarmos o que é melhor para nós sempre chegamos a lugares que não queremos, indo pelos caminhos que achamos certos e personificamos Provérbios 14.12 que diz: “Há caminho que parece certo ao homem, mas ao final conduz à morte.

Muitas vezes, também terceirizamos nossas opções e escolhas a opinião alheia, não nos preocupamos em tomar as atitudes pertinentes e os cuidados necessários para a edificação de nossas vidas, confiamos cegamente em líderes, em “gente de deus”, em amigos, em namorados(as), amigos e coisas do tipo, só que não falamos de um simples erro de endereço, mas de erro nas atitudes, nas escolhas e nas decisões que sequer dimensionamos onde nos levarão. Deixamos que outros orientem o caminho que vamos trilhar, deixamos que outros delimitam a vida que nós viveremos, e sinceramente, aos olhos de Jr 17.5: “Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia nos homens(...), cujo coração se afasta do Senhor”, não me parece uma escolha inteligente.

Por fim, quantos de nós não já fizemos planos e mais planos, projetos perfeitos e meticulosamente desenhados para nossas vidas: “ ah meu ministério vai ser assim”, “ vou casar com fulana(o)”, “quando eu passar nesse concurso vou me dedicar a obra do Senhor”, só que quando não dá certo, ficamos literalmente com cara de paisagem(pra não dizer outra coisa). Quando ouvimos  o “recalculando a rota”, muitas vezes perdemos o chão, a esperança e até a vontade de continuar caminhando.

Mas tesouro não se guarda em caixa de papelão, e nós insistimos em colocar nossas esperanças naquilo que pode ser facilmente violado e destruído, nossas próprias expectativas. Talvez falte em nós um pouco do discernimento do profeta Isaiás em Is 55.9,10: "Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos, declara o Senhor.

Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.”

Talvez a melhor opção de direção que temos nessa vida, seja não dirigirmos mais nossos passos, não confiar no nosso GPS, instinto ou nos outros e sim nAquele que não apenas conhece, mas criou todas as coisas, e que pode nos conduzir pelo caminho que devemos trilhar até o lugar que queremos alcançar, o centro de sua vontade.

Não que devamos nos omitir e não fazer a nossa parte, mas se Ele pode fazer tudo infinitamente melhor do que eu, por que não entender que é Ele quem deve dirigir a minha vida? 

Pensando bem, ser carona nessa viagem é bem melhor, deixar que nosso Pastor nos conduza pelo caminho e aproveitarmos a segurança de sua companhia até o local de destino, até por que ouvi dizer que Ele sempre nos leva a um lugar onde as águas são bem mais tranquilas...

Na paz  e no amor de Cristo.

Sem. André Oliveira



 




 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Se Humilhar e Orar pela nação

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
2 Crônicas 7:14


Somos convocados a fazer algo por nossa pátria. Temos uma série de exemplos de homens que foram chamados a se envolver nas mudanças de sua nação. Na bíblia temos acredito eu, o maior exemplo, Neemias que se humilhou perante o Rei  Artaxerxes I, e quis uma oportunidade para realizar algo por sua nação, talvez não sabendo a grande obra que iria realizar, mas se lançou e se moveu,na grande obra de restauração dos muros de Jerusalém  uma restauração não só física, ou espiritual, mas social, política e cultural. Saiu de sua zona de conforto e fez algo sobre-humano. 
Dr.Martin Luther King Jr. o maior, se não um dos maiores pacifistas que o mundo já viu, ao lado de Gandhi, Nelson Mandela e Madre Tereza de Calcutá, se humilhou por uma causa, talvez achassem que fosse pequena, como a proibição de uma senhora negra de se sentar em qualquer banco de ônibus, gerando um movimento iniciado na cidadezinha de Montgomery no estado do Alabama, um boicote que se propagou por toda a nação, onde os negros americanos, ficaram 1 ano sem utilizar transporte público, até que foi aprovado na data de 4 de junho de 1956, como prática inconstitucional, a segregação no transporte público. Esse gesto deu início a luta em favor dos direitos humanos, onde negros e brancos tivessem direitos iguais e oportunidades iguais. Ele se levantou contra o sistema pecaminoso, não contra o governo em si,mas contra as leis pecaminosas que corrompem toda a esfera social. 
Cidadãos de todas as classes sociais por toda a nação estão se levantando e se humilhando por uma causa maior (não é só pelos 20 centavos..rs)que aflige todo brasileiro,estão levando tiros de borracha, apanhando de cassetetes, (também exagerando em algumas manifestações, mas o que ocorre em toda grande manifestação através da história), por educação, corrupção, desigualdade, melhor transporte público, tantas causas, que faltam reticências,mas estão se humilhando pela nação para que ela seja um lugar melhor, eles estão se humilhando.

E orar?

Esta é a nossa parte, assim como também se humilhar perante os homens e principalmente a Deus,devemos orar.Orar para que a nação realmente transformada, possa saber que Cristo é o Senhor desse país. Para que eles saibam que não há poder que não seja estabelecido por Deus, saber que somente o Senhor pode revelar o verdadeiro problema: O pecado! Só Ele pode revelar e trazer a restauração de todas as áreas da existência humana.
Aí sim poderemos buscar a face de Deus com integridade, pois Ele colocará as lentes certas para que possamos enxergar isso.Trará vontade por orar pelo país, Ele trará as bases para que possamos nos arrepender de nossos caminhos, voltar a andar pelas veredas de justiça por amor Dele (Sl.23), então ele ouvira dos céus, ele se levantará, ouvirá o nosso clamor, nos perdoando de centenas de anos de descaso com a sociedade brasileira, décadas de voz profética muda, para gritar os erros que estavam acontecendo, mas que preferimos nos calar e nos conformar com esse sistema pecaminoso, por não demonstrar nossas boas obras para que os homens glorificassem ao Pai que esta nos céus(mt.5.16), aí Ele sarará nosso Brasil e seremos uma nova terra.

   Thiago Holanda Dantas

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

QUAL SEU RELACIONAMENTO COM O PECADO?

Olá amados!! Um prazer ter você, leitor, no nosso blog. Espero que apesar de minha limitação cognitiva, consiga manter o nível das postagens anteriores, que Deus te abençoe com esta leitura!!

João 8.1-12 – QUAL SEU RELACIONAMENTO COM O PECADO?

A mulher adúltera. Todos nós conhecemos essa história, e todos nós já ouvimos falar sobre a brilhante resposta de Jesus, ou sobre o perdão que alcançou a mulher, ou outras abordagens, mas hj nós vamos falar sobre o que nos ensina a atitude dos escribas e fariseus neste episódio.

O texto nos traz muitas lições, fala sobre amor, misericórdia, compaixão, perdão, injustiça, egoísmo, interesse, religiosidade, hipocrisia, mas o cerne deste texto é o PECADO. E é interessante demais a maneira com que as pessoas envolvidas se relacionam com ele,  inclusive, a maneira com que nos relacionamos com o pecado é quem define absolutamente tudo na nossa vida espiritual.

Então, nós vemos o seguinte quadro: Jesus ia ensinar o povo sobre a vontade e a palavra de Deus, mas foram interrompidos por aqueles que deveriam zelar e instruir o povo na palavra, Deus ensinando o povo sobre sua vontade e os “especialistas” na vontade de Deus o interrompem para falar sobre o pecado alheio.
Vê-se claramente que o interesse dos fariseus e dos escribas não era com o cumprimento da Lei ou com a santidade de Deus (porque o pecado ofende a santidade de Deus), tampouco pela mulher ou moralidade, o objetivo era de apenas desmoralizar Jesus(3-6). Vemos claramente que os fariseus se usaram do pecado da mulher para atingir Jesus, eles se tornaram “senhores do pecado alheio”.

Infelizmente nós vemos na postura dos fariseus a postura de muitos cristãos que se consideram “senhores do pecado alheio”, pessoas que se dizem salvos e remidos por Jesus, mas cujas bocas só saem palavras de condenação, juízo e desprezo pelo próximo, pessoas que fazem uso dos erros dos outros para se promoverem, para promoverem seus interesses e não amam o próximo. O Ap. João nos ensina em 1 Jo 4.20 que “aquele que diz amar a Deus e não ama seu irmão é mentiroso...”

Geralmente a postura de quem apenas condena o outro é a postura de quem não conhece o amor de Jesus, pois o amor de Jesus nos faz enxergar nossa miséria e quando eu enxergo minha miséria, é impossível eu não ter misericórdia do próximo (Rm 3.23), devemos sempre exercer juízo, desde que ele sempre seja precedido de misericórdia.

Continuando o texto, nós vemos que os fariseus e escribas também eram “acostumados ao pecado”, se observarmos, veremos que Jesus não responde a pergunta deles a princípio, mas só responde depois deles encherem sua paciência, e responde de maneira ESPETACULAR: “se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar a pedra”.

 O pecado era comum, era uma obsessão, para a manutenção do status dos “mestres da lei”, eles manipulavam o conceito de pecado para manter o povo sob o seu jugo doutrinário( acréscimos à lei de Moisés).

E o paralelo que podemos fazer é de uma geração que deturpa o conceito de pecado ao seu bel prazer, que relativiza o conceito de pecado, que acha que sempre pode discutir o que é ou não pecado de acordo com sua compreensão ou a compreensão dos outros( resta claro isso, no fato deles não punirem o homem à luz de Dt. 22.23,24).

Então porque “eu não vejo nada demais” ou porque “todo mundo faz”, eu sou desonesto nos meus negócios, eu sou promíscuo nos meus relacionamentos, eu ao invés de servir a igreja de Cristo eu me uso dela para ser servido, sempre vemos o pecado nos outros, mas dificilmente vemos em nós por que estamos acostumados a ele, ele já faz parte de nossas vidas.
Talvez essa letargia, essa indiferença diante do pecado seja porque não compreendemos o perigo que ele representa para nossa vida. Deus é um Deus justo e que precisa punir o pecado, nós não somos punidos pelo pecado porque o próprio Deus se interpôs entre nós(Jesus) e recebeu em si mesmo a punição pelos nossos atos, e por isso nós temos um relacionamento com Deus, não porque Deus simplesmente “se esqueceu” dos nossos pecados, mas porque Ele já os puniu em Cristo Jesus e por isso, ele pode lança-los ao mar do esquecimento.

Mas nós achamos que por que Deus é amor, ele não pode odiar, perdemos o temor do Senhor e nos esquecemos do que ele diz em Is 61.8( “...porque amo a Justiça e odeio a iniquidade...”) amor e ódio são compatíveis (quem ama bebês, odeia o aborto, quem ama a verdade, odeia a mentira...), então se eu amo a Deus eu não posso ser indiferente a algo que Ele odeia e que constantemente eu permito que continue dominando minha vida, porque com meus lábios eu estarei dizendo uma coisa e com minha prática fazendo outra, Rm 1.17-18 diz que “no evangelho é revelada a justiça de Deus e a ira de Deus é revelada do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens”.
Amados, não podemos servir a dois senhores, ou servimos a Deus ou a Mamon, as riquezas, as vaidades, as vontades... ao pecado.

Finalmente, também aprendemos com a reação da mulher após o fato e o relacionamento dela com o pecado é totalmente transformado( v.9-11), só podemos ser transformados quando nos encontramos com Jesus. O encontro, o toque, a presença de Jesus em nossa vida, exige uma mudança do nosso relacionamento com o pecado, ou nós abandonamos a vida de pecado e encontramos o perdão de Jesus, ou nós abandonamos Jesus e continuamos com nosso pecado, os escribas e fariseus foram confrontados com o pecado, enxergaram em si seus pecados, mas preferiram ir pra casa com eles, a mulher encontrou-se com Jesus e deixou seus pecados aos pés do mestre, o único relacionamento que devemos ter com o pecado é “abandoná-los aos pés de Jesus”.

Por fim amados, quem abandona seus pecados aos pés de Jesus, segue Jesus e leva Jesus consigo aonde quer que vá, e aí nós temos em nós, o cumprimento da promessa que o mestre nos faz no V. 12, se seguirmos Jesus, teremos sua luz brilhando em nós e nunca, nunca mais andaremos em trevas. Talvez você esteja andando nas trevas do pecado há bastante tempo, lidando com o pecado de maneira errada, mas hoje Jesus nos traz uma oportunidade de voltarmos diferentes para nossas casas, deixando nossos pecados aos pés daquele que pode de fato vencê-los, o Senhor Jesus.

Que Cristo nos abençoe e nos dê sua maravilhosa Paz!

Sem. André Oliveira