terça-feira, 28 de janeiro de 2014

PAZ


Andar de avião provoca um sentimento de tensão na maioria das pessoas - Isso pra não dizer pânico mesmo! Perder completamente o controle sobre si mesmo a quilômetros de distância do solo realmente não é tranquilizador. Algumas pessoas (como eu) repetem para si mesmos alguns argumentos que funcionam, pelo menos até a primeira turbulência. "Os pilotos dos aviões são os profissionais mais bem selecionados do mercado... provavelmente, trabalham um número mais limitado de horas do que qualquer cirurgião ou químico industrial. Tá tudo sob controle. Os caras são bons." Se isso não funciona, eu me lembro da pergunta: "Por acaso conhece alguém, ou sabe de alguém da sua cidade que nos últimos 10 anos tenha morrido num acidente aéreo? Não! ... Aviões decolam e pousam o tempo todo e nunca acontece nada. Não vai ser justo na minha vez!" Mas, e se for justo na minha vez? Aí está a pergunta que refuta todos os argumentos anteriores, exigindo algo mais.

Para esses momentos carrego Filipenses 4:7 "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus." PAZ! - um dos meus sentimentos favoritos. Não me refiro à paz como à ausência de guerras entre nações ou às confusões dos finais de festa; mas falo da harmonia e da calma as quais o Aurélio se refere. Claro que não na superficialidade dessas palavras em situações comuns, mas como na amplitude de um lago cujas águas parecem inertes... Pelo menos, essa é a imagem que me vem à mente quando falo de paz. Mas fique livre... Imagine como quiser; até porque sempre será uma descrição insuficiente, já que se trata da paz que excede todo o entendimento; de uma paz que o mundo não pode dar... Paz que pode ser sentida até mesmo em meio às turbulências, aos pousos e decolagens não somente de um avião, mas da vida.

A questão é que essa paz só pode ser sentida por quem se entrega à vontade de Deus, quem descansa nos seus braços e diz sinceramente: "Seja feita a Tua vontade". É a paz que se sente quando se diz: se eu viver viverei para Deus; se eu morrer viverei com Deus. É tratar com tranquilidade até mesmo a morte, a pior das hipóteses, em que se humanamente tudo der errado, ainda assim estaremos no céu, em casa, com o Pai.

Somente quem já entregou sua vida a Cristo a ponto de dizer sem medo "para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro" ganha de brinde essa paz. É um serviço disponível gratuitamente já no portão de embarque para todo aquele que crê em Deus. Se este é o seu caso, ajuste sua poltrona para trás, relaxe os ombros, abra a janela e desfrute a paisagem, que costuma ser deslumbrante e ao mesmo tempo ignorada em função do medo. Aproveite a viagem porque isso é paz. Aproveite sua vida e descanse inabalável porque, se ela pertence a Deus, Ele faz com ela o que bem entender. E isso é paz que excede todo entendimento.